Surdez no idoso
SURDEZ NO IDOSO - 02/12/2008
Desgaste da audição no idoso
Os idosos são uma população que muito freqüentemente apresenta degeneração da função auditiva.
A perda auditiva relacionada ao envelhecimento é chamada de presbiacusia. Já a partir dos 40 – 45 anos, o indivíduo pode começar a apresentar sintomas de piora na audição, mas o mais freqüente é que ela se manifeste após os 65 anos. Há pessoas, entretanto, que conservam sua capacidade de ouvir bem até idades mais avançadas.
A presbiacusia faz parte do quadro geral degenerativo que se instala com o passar do tempo. A orelha interna vai sofrendo uma piora na sua vascularização, ou seja, passa a ter uma diminuição da sua perfusão sangüínea. Ao mesmo tempo, resíduos do seu metabolismo, da sua atividade metabólica, que são tóxicos, vão sendo menos filtrados e retirados do contato com as suas células. Assim, as células da orelha interna entram num processo de sofrimento, e vão diminuindo sua função, até chegar à morte celular. Também atuam sobre a instalação do envelhecimento da orelha interna fatores genéticos, verdadeiras “programações” de genes para que suas células morram num determinado momento da vida.
Sabe-se, também, que a degeneração da orelha interna não se deve apenas aos fatores internos do órgão, mas também, a fatores ligados ao estilo de vida do indivíduo: alimentação, uso de medicações, exposição crônica a ruído intenso, tabagismo, sedentarismo e doenças gerais, como hipertensão e diabetes.
A presbiacusia leva a um quadro de surdez bilateral e simétrica, ou seja, atinge as duas orelhas de maneira semelhante. Como o problema é na orelha interna e/ou no nervo acústico, causa uma surdez neurossensorial. É um quadro irreversível, não passível de se tratar por meio de medicações ou de cirurgias. Neste caso, a opção são os aparelhos de amplificação sonora.
É muito importante lembrar que os idosos, muitas vezes, têm uma tendência ao isolamento e à depressão, pelo próprio passar da idade. Assim, é muito importante que se faça rapidamente a adaptação dos aparelhos, para que o paciente não perca a capacidade de se comunicar, não se sinta à margem dos ambientes, não desenvolva essa tendência ao isolamento. Também é importante ressaltar que a surdez pode comprometer a segurança dos idosos, que passam a não ouvir a campainha da casa, a buzina dos carros, o telefone tocando. Isso é ainda mais dramático naqueles que moram sozinhos. A adaptação dos aparelhos, nesses casos, é fundamental para evitar riscos de acidentes.